Foi reativada a CE-32:006.01 (Comissão de Estudo de Luvas e Vestimentas de Proteção), com o objetivo de revisar a NBR 13393 (Luva a Base de Borracha Natural).
Como a referida Norma foi baseada na Norma ASTM, e o Ministério do Trabalho hoje exige a EN420/2003 com a EN374:2003, ou a MT11:77, a CE decidiu usar como base dos seus estudos as normas EN, por serem mais recentes.
Entretanto, ao invés de trabalhar somente na EN374 que é específica para Agentes Químicos, entendeu que, antes, deveria estudar a EN 420:2003 (Luvas de Proteção - Requisitos Gerais e Métodos de Ensaio), pois é a base para a EN374.
Desta forma, serão convidados para as próximas reuniões, não somente os interessados em Luvas para Agentes Químicos, mas todos os interessados nos diversos tipos de luvas.
A próxima reunião será no dia 11 de maio de 2011, às 13h30min, na Sede da Animaseg.
*As reuniões do CB-32 estão abertas a todos os interessados.
*Os interessados em participar das reuniões deverão confirmar presença via e-mail
ABNT/CB-32 - Comitê Brasilleiro de Equipamentos de Proteção Individual
Endereço: Rua Francisco Tapajós, 627 - São Paulo/SP CEP: 04153-001
Fone/Fax: (11) 5058.8588
Email: cb32@abnt.org.br
FONTE: ABNT/CB32.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
MPT realiza a 1ª Semana da Construção Civil em Caruaru/PE
Caruaru/PE - Para combater irregularidades na construção civil em Caruaru, o Ministério Público do Trabalho (MPT) realiza a 1ª Semana da Construção Civil na cidade. Durante os dias 9 e 13 de maio, serão realizadas audiências com trinta empresas do setor que não têm cumprindo as exigências da lei trabalhista. A expectativa é que se consiga o cumprimento por meio da assinatura de Termo de Ajustamente de Conduta (TAC).
As empresas intimadas são alvo de representações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), parceiro do MPT na ação. Entre os problemas verificados, estão a falta de segurança nas obras (NR18), a precariedade de alojamentos e dependências e a ausência de registro profissional. Caso as empresas não concordem com os TACs, o MPT deverá entrar na justiça.
O MPT tem realizado em todo o país ações no sentindo de combater os problemas na construção civil, sobretudo os relacionados à segurança. Com o aquecimento do setor, essa questão tem passado sem rigor pelas empresas, fato demonstrável pelo crescimento no número de mortes e acidentes de trabalhadores. As informações são do Ministério Público
do Trabalho.
FONTE: Jornal do Comércio.
As empresas intimadas são alvo de representações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), parceiro do MPT na ação. Entre os problemas verificados, estão a falta de segurança nas obras (NR18), a precariedade de alojamentos e dependências e a ausência de registro profissional. Caso as empresas não concordem com os TACs, o MPT deverá entrar na justiça.
O MPT tem realizado em todo o país ações no sentindo de combater os problemas na construção civil, sobretudo os relacionados à segurança. Com o aquecimento do setor, essa questão tem passado sem rigor pelas empresas, fato demonstrável pelo crescimento no número de mortes e acidentes de trabalhadores. As informações são do Ministério Público
do Trabalho.
FONTE: Jornal do Comércio.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Empresas evitam a Comunicação de Acidente de Trabalho
No Brasil, segundo dados estatísticos oficiais, somente em 2009 foram registrados 43 casos diários de acidente de trabalho, que resultaram em morte ou invalidez permanente. Ainda segundo dados oficiais de 2009, dos 723.542 casos notificados naquele ano, 2.496 resultaram em morte, praticamente sete mortes por dia.
De acordo com o advogado trabalhista Wagner Verquietini, um rápido levantamento feito no escritório aponta que, "das 4.857 ações em andamento, 10% a 12% são relativas a acidentes do trabalho, doenças ocupacionais ou do trabalho equiparadas a acidente do trabalho. Ou seja, em torno de 512 ações dessa natureza."
Sobre os números apresentados pela Justiça do Trabalho, ele avalia que, embora oficiais, eles contabilizam apenas os acidentes de trabalho onde as vítimas são trabalhadores vinculados à Previdência Social. "Não estão computados aí, o funcionalismo público, os milhões de trabalhadores informais e frequentes casos de subnotificações."
Wagner Verquietini explica que as notificações são feitas pelas empresas por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) enviada à Previdência Social. Ele explica que muitas empresas temem as consequências jurídicas e econômicas decorrentes da emissão da CAT. Ela assegura ao trabalhador a garantia no emprego até o término do benefício previdenciário e obriga a empresa a continuar depositando o FGTS enquanto o contrato estiver suspenso.
"Além disso, a emissão da CAT pode produzir prova para o reconhecimento de uma indenização por dano moral ou material pela Justiça do Trabalho. Em resumo, as empresas evitam emiti-la por que não querem produzir provas contra elas mesmas", destaca o advogado.
Ele lembra que além dos efeitos sociais e familiares provenientes das perdas humanas, seqüelas permanentes e incapacidade laboral, os acidentes de trabalho também acarretam um pesado ônus ao erário. "O próprio Governo Federal divulgou que os acidentes e doenças do trabalho custam, por ano, R$ 10,7 bilhões aos cofres da Previdência Social para o pagamento de auxílio-doença, auxílio acidente ou aposentadoria por invalidez, fora o impacto econômico para as empresas que, consequentemente reflete no PIB nacional."
Diante desse quadro, o advogado avalia como muito positiva, e apoia, o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, iniciativa da Justiça do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) lançado no dia 3 de maio.
"O programa poderá unir esforços não apenas nas esferas governamentais como também de outras entidades da sociedade civil. E, só a soma desses esforços para fazer frente a um quadro social tão grave, que projeta, inclusive, uma imagem negativa do País também no cenário internacional", finaliza Wagner Verquietini.
FONTE: Oficina de Mídia.
De acordo com o advogado trabalhista Wagner Verquietini, um rápido levantamento feito no escritório aponta que, "das 4.857 ações em andamento, 10% a 12% são relativas a acidentes do trabalho, doenças ocupacionais ou do trabalho equiparadas a acidente do trabalho. Ou seja, em torno de 512 ações dessa natureza."
Sobre os números apresentados pela Justiça do Trabalho, ele avalia que, embora oficiais, eles contabilizam apenas os acidentes de trabalho onde as vítimas são trabalhadores vinculados à Previdência Social. "Não estão computados aí, o funcionalismo público, os milhões de trabalhadores informais e frequentes casos de subnotificações."
Wagner Verquietini explica que as notificações são feitas pelas empresas por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) enviada à Previdência Social. Ele explica que muitas empresas temem as consequências jurídicas e econômicas decorrentes da emissão da CAT. Ela assegura ao trabalhador a garantia no emprego até o término do benefício previdenciário e obriga a empresa a continuar depositando o FGTS enquanto o contrato estiver suspenso.
"Além disso, a emissão da CAT pode produzir prova para o reconhecimento de uma indenização por dano moral ou material pela Justiça do Trabalho. Em resumo, as empresas evitam emiti-la por que não querem produzir provas contra elas mesmas", destaca o advogado.
Ele lembra que além dos efeitos sociais e familiares provenientes das perdas humanas, seqüelas permanentes e incapacidade laboral, os acidentes de trabalho também acarretam um pesado ônus ao erário. "O próprio Governo Federal divulgou que os acidentes e doenças do trabalho custam, por ano, R$ 10,7 bilhões aos cofres da Previdência Social para o pagamento de auxílio-doença, auxílio acidente ou aposentadoria por invalidez, fora o impacto econômico para as empresas que, consequentemente reflete no PIB nacional."
Diante desse quadro, o advogado avalia como muito positiva, e apoia, o Programa Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, iniciativa da Justiça do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho (TST) lançado no dia 3 de maio.
"O programa poderá unir esforços não apenas nas esferas governamentais como também de outras entidades da sociedade civil. E, só a soma desses esforços para fazer frente a um quadro social tão grave, que projeta, inclusive, uma imagem negativa do País também no cenário internacional", finaliza Wagner Verquietini.
FONTE: Oficina de Mídia.
Marcadores:
CAT
segunda-feira, 2 de maio de 2011
PREVENIR inicia um passo importante.
Neste final de semana demos um passo muito importante para o GRUPO PREVENIR, fechamos um contrato de prestação de serviço com a B & R Consultoria empresarial, foi discutido e acordado a criação do nosso site e todo material de divulgação, o objetivo é facilitar a divulgação não só em nosso estado mas expandir nossos serviços pelo Brasil e também oferecer comodidade e prestação de serviços e informações on-line para empresas que necessitam de nossos serviços e estudante e/ou profissionais da área de segurança e medicina ocupacional, disponibilizando para eles materiais para consulta, dowloads de vídeos da área e programas de segurança do trabalho.
A B&R Consultoria Empresarial é uma empresa comprometida em oferecer as melhores soluções aos seus clientes, contando com uma experiência de 18 anos de atuação no mercado nacional em empresas de pequeno, médio e grande porte nos diversos segmentos.
Agradecemos a atenção dada por esta empresa séria no mercado e esperamos iniciarmos um nova parceria.
A B&R Consultoria Empresarial é uma empresa comprometida em oferecer as melhores soluções aos seus clientes, contando com uma experiência de 18 anos de atuação no mercado nacional em empresas de pequeno, médio e grande porte nos diversos segmentos.
Agradecemos a atenção dada por esta empresa séria no mercado e esperamos iniciarmos um nova parceria.
PREVENIR presta consultoria a UNIFIX Engenharia.
A PREVENIR presta consultoria a Unifix Engenharia Ltda, Fundada em 1991, ela vem se destacando no mercado na prestação de serviços às instituições financeiras (bancos) e nas contratações de obras de edificação em geral. A UNIFIX oferece serviços de instalações elétricas, telefônicas, lógicas, On-line, alarme, aterramento e avaliações. Em mais um de seus serviços a PREVENIR lhe presta serviço na reforma da TAM Cargo, no Aeroporto Internacional de Maceió/AL. Nós do GRUPO PREVENIR estamos satisfeito e esperamos realizar uma nova parceria com esta empresa que é destaque em Recife.
domingo, 1 de maio de 2011
Seminário sobre As inovações na NR-12 em Recife
A Proteção Eventos realizará no dia 12 de Maio de 2011, o seminário que tem como tema: Máquinas e Equipamentos, As inovações da NR 12, além de nossa capital ocorrerá também em outras cidades, clique aqui.
Entre as estatísticas oficiais muito acidentes de trabalho têm como origem máquinas e equipamentos obsoletos e/ou inseguros. A ameaça é gerada por componentes mecânicos ou peças de máquinas e é largamente influenciada por: sua forma (pontas afiadas, peças cortantes), sua posição relativa, a sua massa e da estabilidade (energia potencial), sua massa e velocidade (energia cinética), a sua resistência mecânica à ruptura ou de deformação e acumulação de energia.
No final de 2010 o Ministério do Trabalho e Emprego publicou a revisão da NR-12, através da Portaria nº.197, de 17 de dezembro. Com isto novas regras gerais e específicas bem detalhadas devem ser atendidas. O objetivo é torná-las mais seguras. Trata-se de um grande avanço e o seu atendimento implica em estratégias bem definidas para a adequação, bem como, na aquisição de novas dessas máquinas e equipamentos.
OBJETIVO Apresentar, interpretar e discutir com os participantes as mudanças do novo texto da NR-12, contextualizando e priorizando o aspecto prático, com enfoque nos tipos de máquinas e equipamentos, nas metodologias, nas avaliações de risco (inclusive adicionais), nas medidas de controle, e nos cenários de emergência.
TÓPICOS A SEREM ABORDADOS
1 - NR-12 - Máquinas e Equipamentos em vigor.
2 - Novos conceitos adotados na revisão da NR-12
3 - Premissas de proteções de máquinas
4 - Tipos de proteções preconizadas
5 - Avaliação de risco de máquinas
6 - Conceito de sistema de segurança
7 - Controle de Energia e Riscos Adicionais
8 - Sistemas de segurança aplicados aos requisitos da NR-12
9 - Outras normas técnicas aplicáveis à segurança de máquinas e equipamentos
10 - Documentação de máquinas
11 - Capacitação de pessoas envolvidas na operação de máquinas e equipamentos
12 - Requisitos da NR-12 quanto a manutenção de máquinas
13 - Categoria de segurança e nível de performance
14 - Anexos da NR-12 - Máquinas e Equipamentos
INVESTIMENTOAssinante: R$ 265,00
Não Assinante: R$ 380,00
FONTE: http://www.protecaoeventos.com.br/
Entre as estatísticas oficiais muito acidentes de trabalho têm como origem máquinas e equipamentos obsoletos e/ou inseguros. A ameaça é gerada por componentes mecânicos ou peças de máquinas e é largamente influenciada por: sua forma (pontas afiadas, peças cortantes), sua posição relativa, a sua massa e da estabilidade (energia potencial), sua massa e velocidade (energia cinética), a sua resistência mecânica à ruptura ou de deformação e acumulação de energia.
No final de 2010 o Ministério do Trabalho e Emprego publicou a revisão da NR-12, através da Portaria nº.197, de 17 de dezembro. Com isto novas regras gerais e específicas bem detalhadas devem ser atendidas. O objetivo é torná-las mais seguras. Trata-se de um grande avanço e o seu atendimento implica em estratégias bem definidas para a adequação, bem como, na aquisição de novas dessas máquinas e equipamentos.
OBJETIVO Apresentar, interpretar e discutir com os participantes as mudanças do novo texto da NR-12, contextualizando e priorizando o aspecto prático, com enfoque nos tipos de máquinas e equipamentos, nas metodologias, nas avaliações de risco (inclusive adicionais), nas medidas de controle, e nos cenários de emergência.
TÓPICOS A SEREM ABORDADOS
1 - NR-12 - Máquinas e Equipamentos em vigor.
2 - Novos conceitos adotados na revisão da NR-12
3 - Premissas de proteções de máquinas
4 - Tipos de proteções preconizadas
5 - Avaliação de risco de máquinas
6 - Conceito de sistema de segurança
7 - Controle de Energia e Riscos Adicionais
8 - Sistemas de segurança aplicados aos requisitos da NR-12
9 - Outras normas técnicas aplicáveis à segurança de máquinas e equipamentos
10 - Documentação de máquinas
11 - Capacitação de pessoas envolvidas na operação de máquinas e equipamentos
12 - Requisitos da NR-12 quanto a manutenção de máquinas
13 - Categoria de segurança e nível de performance
14 - Anexos da NR-12 - Máquinas e Equipamentos
INVESTIMENTOAssinante: R$ 265,00
Não Assinante: R$ 380,00
FONTE: http://www.protecaoeventos.com.br/
Marcadores:
seminários
sábado, 30 de abril de 2011
Brasil é o quarto país com mais acidentes fatais de trabalho
No Dia Nacional de Combate aos Acidentes de Trabalho, sindicalistas e especialistas da área chamaram a atenção para falta do conhecimento dos brasileiros sobre o tema. Atualmente o País é o quarto colocado mundial em número de acidentes fatais, segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho). A Previdência Social mostra que ocorre cerca de uma morte a cada 3,5 horas de jornada diária. Com o grande número de problemas, os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decorrentes dos acidentes já ultrapassam os R$ 14 bilhões por ano.
De olho neste número a AGU (Advocacia-Geral da União) aproveitou a data para ingressar com 163 ações regressivas, que têm o objetivo de ressarcir o INSS das despesas previdenciárias decorrentes de acidente de trabalho em empresas que não observaram as normas de segurança do trabalho. A expectativa de ressarcimento com as ações é de R$ 39 milhões.
Para se ter ideia, só no Estado de São Paulo foram ajuizadas 1.400 nos últimos três anos, a maioria focada nos setores de construção civil, metalurgia, agroindústria e energia.
Para o procurador federal Fábio Munhoz, o maior problema hoje é que as empresas investem pouco em segurança no trabalho e equipamentos adequados para resguardar funcionários. "Fazemos o ajuizamento coletivo para chamar a atenção da importância do cumprimento das normas de segurança.
Quando ocorre o óbito não é cobrado só o que a família recebeu, mas o que ela teria direito nos ganhos desse trabalhador", diz. "Esse tipo de ação não é barata, custa cerca de R$ 400 mil ao empregador. Então, é muito mais viável investir para evitar esse tipo de situação", complementa.
A advogada Ana Paula Oriola de Raeffray completa que as companhias que investem firme na segurança dos trabalhadores e comprovam a diminuição dos problemas e o acompanhamento detalhado quando eles ocorrem, ganham benefícios fiscais, como a diminuição de certas tributações. Mas mesmo assim, a adesão dos empregadores é menor do que o esperado.
"Hoje temos normas rígidas e detalhadas de segurança e medicina do trabalho. Regras que têm de ser observadas para afastar responsabilidade da empresa. Equipamento de segurança, montagem de suporte adequado, manutenção do maquinário em ordem. Mas é preciso de assessoria constante para evitar problemas", diz.
Com grande número de empresas de metalurgia e autopeças, a região também está na mira da AGU. Ontem foram protocoladas três ações contra empresas por problemas grandes com maquinário. Os processos pedem ressarcimento de R$ 99 mil das três firmas aos cofres públicos. A alegação é que essas companhias geraram perdas ao INSS ao não garantir a segurança do trabalhador. Em todo o Estado foram 56 ações, com expectativa de R$ 15,3 milhões devolvidos.
No ano passado, na mesma data, foram ajuizadas 206 ações, o que representou ressarcimento prévio de R$ 33 milhões. Em 2009, foram 341 ações. "Apesar de termos números menores, ainda há muito a ser feito para adequar todos os setores e evitar perdas por problemas de segurança", destaca Munhoz.
Sindicato diz que falta de treinamento é motivo do problemaLongas jornadas de trabalho e pouco treinamento sobre o uso do maquinário. Esses são os pontos mais criticados por sindicalistas quando o assunto é diminuir o número de acidentes de trabalho. No Grande ABC, a troca constante de profissionais numa mesma função costuma não acabar bem para muitos trabalhadores.
"Eles chegam sem conhecer a função, sem ter treinamento para operar a máquina e acabam sofrendo acidentes graves, que resultam até na perda de membros. Temos discutido muito isso com as empresas", diz Cícero Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.
Para corrigir a distorção, as entidades têm colocado o assunto nas rodas de discussão dos acordos coletivos, junto com os pedidos de reajustes salariais. A insalubridade de algumas funções e cláusulas sobre segurança tornaram-se obrigatórias no ano passado para boa parte da indústria. "Temos também orientado melhor os profissionais responsáveis pela segurança. Afinal, eles fazem a diferença na hora que algo errado acontece", pontua Martinha.
FONTE: Diário do Grande ABC
De olho neste número a AGU (Advocacia-Geral da União) aproveitou a data para ingressar com 163 ações regressivas, que têm o objetivo de ressarcir o INSS das despesas previdenciárias decorrentes de acidente de trabalho em empresas que não observaram as normas de segurança do trabalho. A expectativa de ressarcimento com as ações é de R$ 39 milhões.
Para se ter ideia, só no Estado de São Paulo foram ajuizadas 1.400 nos últimos três anos, a maioria focada nos setores de construção civil, metalurgia, agroindústria e energia.
Para o procurador federal Fábio Munhoz, o maior problema hoje é que as empresas investem pouco em segurança no trabalho e equipamentos adequados para resguardar funcionários. "Fazemos o ajuizamento coletivo para chamar a atenção da importância do cumprimento das normas de segurança.
Quando ocorre o óbito não é cobrado só o que a família recebeu, mas o que ela teria direito nos ganhos desse trabalhador", diz. "Esse tipo de ação não é barata, custa cerca de R$ 400 mil ao empregador. Então, é muito mais viável investir para evitar esse tipo de situação", complementa.
A advogada Ana Paula Oriola de Raeffray completa que as companhias que investem firme na segurança dos trabalhadores e comprovam a diminuição dos problemas e o acompanhamento detalhado quando eles ocorrem, ganham benefícios fiscais, como a diminuição de certas tributações. Mas mesmo assim, a adesão dos empregadores é menor do que o esperado.
"Hoje temos normas rígidas e detalhadas de segurança e medicina do trabalho. Regras que têm de ser observadas para afastar responsabilidade da empresa. Equipamento de segurança, montagem de suporte adequado, manutenção do maquinário em ordem. Mas é preciso de assessoria constante para evitar problemas", diz.
Com grande número de empresas de metalurgia e autopeças, a região também está na mira da AGU. Ontem foram protocoladas três ações contra empresas por problemas grandes com maquinário. Os processos pedem ressarcimento de R$ 99 mil das três firmas aos cofres públicos. A alegação é que essas companhias geraram perdas ao INSS ao não garantir a segurança do trabalhador. Em todo o Estado foram 56 ações, com expectativa de R$ 15,3 milhões devolvidos.
No ano passado, na mesma data, foram ajuizadas 206 ações, o que representou ressarcimento prévio de R$ 33 milhões. Em 2009, foram 341 ações. "Apesar de termos números menores, ainda há muito a ser feito para adequar todos os setores e evitar perdas por problemas de segurança", destaca Munhoz.
Sindicato diz que falta de treinamento é motivo do problemaLongas jornadas de trabalho e pouco treinamento sobre o uso do maquinário. Esses são os pontos mais criticados por sindicalistas quando o assunto é diminuir o número de acidentes de trabalho. No Grande ABC, a troca constante de profissionais numa mesma função costuma não acabar bem para muitos trabalhadores.
"Eles chegam sem conhecer a função, sem ter treinamento para operar a máquina e acabam sofrendo acidentes graves, que resultam até na perda de membros. Temos discutido muito isso com as empresas", diz Cícero Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.
Para corrigir a distorção, as entidades têm colocado o assunto nas rodas de discussão dos acordos coletivos, junto com os pedidos de reajustes salariais. A insalubridade de algumas funções e cláusulas sobre segurança tornaram-se obrigatórias no ano passado para boa parte da indústria. "Temos também orientado melhor os profissionais responsáveis pela segurança. Afinal, eles fazem a diferença na hora que algo errado acontece", pontua Martinha.
FONTE: Diário do Grande ABC
Marcadores:
Geral
terça-feira, 19 de abril de 2011
Acidentes causados por queda de telhados devem diminuir com criação de Norma Regulamentadora
Fonte: Rafaela Salomon Comunicação
Segundo o site R7, o Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, atendeu aproximadamente 20 solicitações de socorro para vítimas de queda de telhado, desde o último domingo, dia 9, por conta das fortes chuvas de granizo que atingiram a região. De acordo com os bombeiros, vários telhados ficaram destruídos o que fez com que alguns proprietários dos imóveis, após o temporal se arriscassem no conserto.
E esse é só um exemplo isolado de uma prática comum que acontece diariamente. Mas acidentes como esses não ocorrem apenas com pessoas físicas que tentam consertar suas casas. Ocorrem frequentemente com trabalhadores de construção civil, por exemplo. Isso porque muitos não sabem que qualquer trabalho acima de 2 metros de altura é considerado de risco e, por lei, é obrigatória a utilização de cinto paraquedista e talabarte atrelado a um sistema contra quedas.
Mas esse cenário de acidentes em altura deve melhorar em breve no Brasil. Isso porque um Grupo de Estudos do MTE está elaborando um texto base para criação de uma Norma Regulamentadora específica para trabalhos em altura abrangendo todos os setores econômicos. O texto deve ser levado à consulta pública até o final do primeiro semestre de 2011. Também foi criada pela ABNT uma Comissão de Estudos para Seleção e Uso de Equipamentos de Proteção Individual para Trabalhos em Altura.
"O grande problema é que muitos trabalhadores que têm os EPI´s não sabem escolher o tipo certo para cada atividade ou ainda usam de forma errada, continuando a aumentar as estatísticas de acidentes", explica Marcos Amazonas, coordenador da CE de Equipamentos Auxiliares para o Trabalho em Altura e responsável pelo desenvolvimento de produtos da Altiseg.
A Altiseg é referência em fornecer equipamentos para altura e também ministrar treinamentos e realizar serviços específicos de altura. Uma das soluções é a instalação de linhas de vida em telhados, que inclusive já é lei em alguns países, proporcionando segurança no deslocamento e evitando acidentes.
"As pessoas devem ter consciência que existem empresas com técnicos altamente treinados e com equipamentos de segurança para resolver problemas em altura", explica Amazonas.
E esse é só um exemplo isolado de uma prática comum que acontece diariamente. Mas acidentes como esses não ocorrem apenas com pessoas físicas que tentam consertar suas casas. Ocorrem frequentemente com trabalhadores de construção civil, por exemplo. Isso porque muitos não sabem que qualquer trabalho acima de 2 metros de altura é considerado de risco e, por lei, é obrigatória a utilização de cinto paraquedista e talabarte atrelado a um sistema contra quedas.
Mas esse cenário de acidentes em altura deve melhorar em breve no Brasil. Isso porque um Grupo de Estudos do MTE está elaborando um texto base para criação de uma Norma Regulamentadora específica para trabalhos em altura abrangendo todos os setores econômicos. O texto deve ser levado à consulta pública até o final do primeiro semestre de 2011. Também foi criada pela ABNT uma Comissão de Estudos para Seleção e Uso de Equipamentos de Proteção Individual para Trabalhos em Altura.
"O grande problema é que muitos trabalhadores que têm os EPI´s não sabem escolher o tipo certo para cada atividade ou ainda usam de forma errada, continuando a aumentar as estatísticas de acidentes", explica Marcos Amazonas, coordenador da CE de Equipamentos Auxiliares para o Trabalho em Altura e responsável pelo desenvolvimento de produtos da Altiseg.
A Altiseg é referência em fornecer equipamentos para altura e também ministrar treinamentos e realizar serviços específicos de altura. Uma das soluções é a instalação de linhas de vida em telhados, que inclusive já é lei em alguns países, proporcionando segurança no deslocamento e evitando acidentes.
"As pessoas devem ter consciência que existem empresas com técnicos altamente treinados e com equipamentos de segurança para resolver problemas em altura", explica Amazonas.
Marcadores:
Geral
Empresa deve seguir determinações legais e estimular conscientização
Na década de 40, verificou-se a necessidade de adotar medidas preventivas específicas para o setor de construção, demolição e reparos, pois os acidentes de trabalho ocorriam sem qualquer controle e a proteção dos trabalhadores era incipiente. Na época, a inclusão dessas orientações na normatização representou um grande avanço. A partir dos anos 90, as empresas brasileiras passaram a aprimorar ainda mais suas práticas e ações relacionadas à Segurança e Saúde do Trabalhador. Contudo, segundo Steffen Torp e Bente Moen, uma das barreiras para que isto ocorresse, na época, era a não adaptação dos sistemas de gestão ao tamanho e às necessidades de cada empresa.
Essa evolução ocorreu efetivamente por meio da Norma Regulamentadora nº 9 do MTE, reformulada pela Portaria nº 25/94, que estabeleceu a obrigatoriedade de avaliar e monitorar riscos ambientais presentes no processo de trabalho por meio do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Na Portaria nº 24, do mesmo ano, se estabeleceu também a exigência do PCMSO (Programa de Controle Médico Ocupacional), a fim de definir mecanismos para monitorar a saúde dos trabalhadores, considerando a exposição ocupacional identificada no PPRA.
O PPRA representou uma mudança de postura do Ministério do Trabalho e Empego, ao propor o estabelecimento de um conjunto de ações, sob os pressupostos de um sistema de gestão, incluindo diagnóstico, controle e intervenção no processo de trabalho. Tal perspectiva teve início já na edição das NRs, na Portaria nº 3.214/78, que atende ao disposto no Capítulo V do Título II, (Lei nº 6.514/77) da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei nº 5.452/43). O Título II trata das Normas Gerais de Tutela do Trabalho e o Capítulo V, da Segurança e Medicina do Trabalho. O artigo 200 da Seção XV da CLT aborda as NRs, apresentando considerações de caráter preventivo: "Cabe ao MTE estabelecer disposições complementares às normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho".
Entre as atividades e situações descritas no artigo 200 estão: obras de construção, demolição ou reparos, trabalho em depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e explosivos, escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras, proteção contra incêndio, sinalização de perigo por cores, calor ou frio em excesso, trabalho com substâncias químicas nocivas, radiações ionizantes e não-ionizantes, ruídos, vibrações e trepidações ou pressões anormais ao ambiente, higiene nos locais de trabalho, etc. Apesar de já ressaltar diversos desses aspectos prevencionistas em seus objetivos e aplicabilidade, é preciso que o PPRA seja elaborado pela empresa, utilizando a NR 9 em sua plenitude.
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom
FONTE: Revista Proteção.
Essa evolução ocorreu efetivamente por meio da Norma Regulamentadora nº 9 do MTE, reformulada pela Portaria nº 25/94, que estabeleceu a obrigatoriedade de avaliar e monitorar riscos ambientais presentes no processo de trabalho por meio do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais). Na Portaria nº 24, do mesmo ano, se estabeleceu também a exigência do PCMSO (Programa de Controle Médico Ocupacional), a fim de definir mecanismos para monitorar a saúde dos trabalhadores, considerando a exposição ocupacional identificada no PPRA.
O PPRA representou uma mudança de postura do Ministério do Trabalho e Empego, ao propor o estabelecimento de um conjunto de ações, sob os pressupostos de um sistema de gestão, incluindo diagnóstico, controle e intervenção no processo de trabalho. Tal perspectiva teve início já na edição das NRs, na Portaria nº 3.214/78, que atende ao disposto no Capítulo V do Título II, (Lei nº 6.514/77) da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei nº 5.452/43). O Título II trata das Normas Gerais de Tutela do Trabalho e o Capítulo V, da Segurança e Medicina do Trabalho. O artigo 200 da Seção XV da CLT aborda as NRs, apresentando considerações de caráter preventivo: "Cabe ao MTE estabelecer disposições complementares às normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho".
Entre as atividades e situações descritas no artigo 200 estão: obras de construção, demolição ou reparos, trabalho em depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e explosivos, escavações, túneis, galerias, minas e pedreiras, proteção contra incêndio, sinalização de perigo por cores, calor ou frio em excesso, trabalho com substâncias químicas nocivas, radiações ionizantes e não-ionizantes, ruídos, vibrações e trepidações ou pressões anormais ao ambiente, higiene nos locais de trabalho, etc. Apesar de já ressaltar diversos desses aspectos prevencionistas em seus objetivos e aplicabilidade, é preciso que o PPRA seja elaborado pela empresa, utilizando a NR 9 em sua plenitude.
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom
FONTE: Revista Proteção.
Marcadores:
Geral
Especialista em emergências cardiológicas fala das diretrizes de RCP de 2010
Ao enfatizar a compressão torácica e simplificar o atendimento, as diretrizes de RCP 2010 abrem espaço para a atuação do leigo e para uma ação mais efetiva do profissional da saúde. No entanto, é preciso mais. O médico cardiologista Sergio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do Instituto do Coração (INCOR), do Hospital das Clínicas em São Paulo, garante que não adianta a simplificação nem equipamentos se não houver treinamento tanto da população quanto dos próprios profissionais. Segundo o médico, esse deve ser um trabalho contínuo. Já existem algumas experiências, mas ainda há muito a ser feito no país. Espera-se que com as novas diretrizes, a ação venha salvar cerca de 100 mil vidas, por ano, na Europa e de 40 a 50 mil vidas a mais, no Brasil. A ideia é publicar este ano as diretrizes brasileiras, baseadas no consenso internacional do ILCOR (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação), porém adaptadas à realidade do país. Como professor, Timerman tem buscado mostrar aos alunos de Medicina e de saúde e a importância do profissional de emergência. "É um profissional mais completo, proque ele tem que atuar de uma maneira muito pronta nas mais diversas patologias clínicas ou cardiológicas. É por isso que eu sempre falo que quem sabe emergência, sabe como atuar em Medicina. A minha vida toda de pesquisa foi baseada nisto: emergência e ressuscitação".
Emergência - Qual a sua avaliação sobre as diretrizes de RCP publicadas no ano de 2010?
Timerman - Primeiro, é importante saber como as diretrizes de ressuscitação são desenvolvidas, o que ocorre a cada cinco anos. Elas se baseiam em um consenso entre as diretrizes europeias, norte-americanas, asiáticas e latino-americanas. Esse consenso internacional ocorre por meio da ILCOR (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitacão), que reúne instituições como a American Heart Association, o Conselho Europeu e o Conselho Asiático. Estamos na terceira diretriz, que é o resultado de uma análise profunda do que há de mais importante na Ciência da Emergência e Ressuscitação. As diretrizes têm grande impacto e importância na Medicina humana. No site da American Heart ou do Conselho Europeu, são sempre os itens mais procurados. Possuem uma seriedade em todos os sentidos, com análise do conflito de interesse e uma análise crítica no que há em termos de Ciência.
Emergência - O Brasil tem se preparado de forma adequada, compreendendo bem as diretrizes?
Timerman - As diretrizes devem falar ao profissional de saúde de uma maneira que simplifique a vida dele do ponto de vista do atendimento. O final dessa história é: vamos salvar mais vidas em relação aos cuidados cardiovasculares de emergência e parada cardíaca. Então, nessa última diretriz, houve uma preocupação com a simplificação. Diferentemente das outras, eu diria que essa diretriz não teve tantas modificações importantes, mas teve uma preocupação interessante: como vou fazer com que o profissional, rapidamente, entenda as modificações e implemente em seu país. O Brasil está sempre muito ávido a receber a informação. Ao mesmo tempo, temos profissionais que não fazem questão disso, o que é muito ruim. A nossa sociedade médica e conselhos de classe deviam questionar se o profissional está atualizado e exigir a atualização.
FONTE: Revista Emergência.
Emergência - Qual a sua avaliação sobre as diretrizes de RCP publicadas no ano de 2010?
Timerman - Primeiro, é importante saber como as diretrizes de ressuscitação são desenvolvidas, o que ocorre a cada cinco anos. Elas se baseiam em um consenso entre as diretrizes europeias, norte-americanas, asiáticas e latino-americanas. Esse consenso internacional ocorre por meio da ILCOR (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitacão), que reúne instituições como a American Heart Association, o Conselho Europeu e o Conselho Asiático. Estamos na terceira diretriz, que é o resultado de uma análise profunda do que há de mais importante na Ciência da Emergência e Ressuscitação. As diretrizes têm grande impacto e importância na Medicina humana. No site da American Heart ou do Conselho Europeu, são sempre os itens mais procurados. Possuem uma seriedade em todos os sentidos, com análise do conflito de interesse e uma análise crítica no que há em termos de Ciência.
Emergência - O Brasil tem se preparado de forma adequada, compreendendo bem as diretrizes?
Timerman - As diretrizes devem falar ao profissional de saúde de uma maneira que simplifique a vida dele do ponto de vista do atendimento. O final dessa história é: vamos salvar mais vidas em relação aos cuidados cardiovasculares de emergência e parada cardíaca. Então, nessa última diretriz, houve uma preocupação com a simplificação. Diferentemente das outras, eu diria que essa diretriz não teve tantas modificações importantes, mas teve uma preocupação interessante: como vou fazer com que o profissional, rapidamente, entenda as modificações e implemente em seu país. O Brasil está sempre muito ávido a receber a informação. Ao mesmo tempo, temos profissionais que não fazem questão disso, o que é muito ruim. A nossa sociedade médica e conselhos de classe deviam questionar se o profissional está atualizado e exigir a atualização.
FONTE: Revista Emergência.
Marcadores:
APH
terça-feira, 12 de abril de 2011
Leis e normas ampliam adesão às brigadas de incêndio
A madrugada de 8 de janeiro de 1993 não sai da memória de Aparecido Baldoria, supervisor de Segurança - Comando de Brigadas de uma instalação petroquímica em São Paulo. Às 3h20min daquele dia, sob chuva forte, raios e trovoadas, um incêndio de grande dimensão atingiu a planta industrial.
Felizmente, a atuação da brigada de incêndio da empresa foi decisiva para combater o fogo e mantê-lo sob controle até reunir os recursos necessários para a sua extinção. "Se a brigada não tivesse atuado de forma eficaz, o fogo poderia ter tomado proporções ainda maiores e talvez não houvesse êxito na extinção", relata Baldoria.
Desde então, a brigada da empresa evitou diversas outras ocorrências de maior porte ao controlar princípios de incêndio. Nenhum dos casos ganhou publicidade, pois a equipe de brigadistas tornou-os irrelevantes.
Imagine o que cada um destes possíveis desastres de maior magnitude, com eventuais perdas humanas e financeiras, representaria para uma indústria de tal porte. Então, considere o cenário dentro da realidade da maioria das empresas brasileiras, com situações econômicas distintas e terá a primeira das justificativas para dimensionar uma brigada de incêndio para proteger seu negócio.
Sob o aspecto financeiro, o dimensionamento de uma brigada, formada por trabalhadores voluntários da própria planta, deve ser visto como um investimento e não como mais um custo para a empresa, avalia Marco Aurélio Rocha, instrutor de cursos de formação de brigadistas e bombeiros civis e especialista em incêndio petroquímico e em emergências com GLP.
"Devemos tentar conscientizar que o investimento despendido em formação, capacitação e aquisição de equipamentos e materiais trará retorno garantido no futuro", diz. "Quando esse investimento não existe ou é ineficaz, aí sim haverá prejuízos enormes", completa.
Já sob o viés humano, a brigada de incêndio cumpre um papel cultural e educativo, indica Walter Blassioli Junior, secretário da Comissão de Estudos de Planos e Equipes de Emergência contra Incêndio do CB-24 da ABNT. Para ele, o brigadista se torna um trabalhador diferenciado ao ser treinado para atuar na prevenção e atendimento a emergências. Esse conhecimento, afirma, pode ser usado em seu ambiente de trabalho, em sua casa, no trânsito ou em momentos de lazer.
"Uma pessoa que passou por um treinamento de brigada vai prestar muito mais atenção no que está a sua volta do que um leigo. Deve-se trabalhar o benefício da aprendizagem", afirma.
Confira Reportagem na íntegra na Edição 26 da Revista Emergência.
FOTO: Agência Petrobrás.
Felizmente, a atuação da brigada de incêndio da empresa foi decisiva para combater o fogo e mantê-lo sob controle até reunir os recursos necessários para a sua extinção. "Se a brigada não tivesse atuado de forma eficaz, o fogo poderia ter tomado proporções ainda maiores e talvez não houvesse êxito na extinção", relata Baldoria.
Desde então, a brigada da empresa evitou diversas outras ocorrências de maior porte ao controlar princípios de incêndio. Nenhum dos casos ganhou publicidade, pois a equipe de brigadistas tornou-os irrelevantes.
Imagine o que cada um destes possíveis desastres de maior magnitude, com eventuais perdas humanas e financeiras, representaria para uma indústria de tal porte. Então, considere o cenário dentro da realidade da maioria das empresas brasileiras, com situações econômicas distintas e terá a primeira das justificativas para dimensionar uma brigada de incêndio para proteger seu negócio.
Sob o aspecto financeiro, o dimensionamento de uma brigada, formada por trabalhadores voluntários da própria planta, deve ser visto como um investimento e não como mais um custo para a empresa, avalia Marco Aurélio Rocha, instrutor de cursos de formação de brigadistas e bombeiros civis e especialista em incêndio petroquímico e em emergências com GLP.
"Devemos tentar conscientizar que o investimento despendido em formação, capacitação e aquisição de equipamentos e materiais trará retorno garantido no futuro", diz. "Quando esse investimento não existe ou é ineficaz, aí sim haverá prejuízos enormes", completa.
Já sob o viés humano, a brigada de incêndio cumpre um papel cultural e educativo, indica Walter Blassioli Junior, secretário da Comissão de Estudos de Planos e Equipes de Emergência contra Incêndio do CB-24 da ABNT. Para ele, o brigadista se torna um trabalhador diferenciado ao ser treinado para atuar na prevenção e atendimento a emergências. Esse conhecimento, afirma, pode ser usado em seu ambiente de trabalho, em sua casa, no trânsito ou em momentos de lazer.
"Uma pessoa que passou por um treinamento de brigada vai prestar muito mais atenção no que está a sua volta do que um leigo. Deve-se trabalhar o benefício da aprendizagem", afirma.
Confira Reportagem na íntegra na Edição 26 da Revista Emergência.
FOTO: Agência Petrobrás.
Marcadores:
Geral
Regulamentação específica para trabalho em altura é discutida
Responsável por aproximadamente 40% das 2,5 mil mortes que ocorrem em média todos os anos no País por acidente de trabalho, a atividade em altura deve ganhar uma Norma Regulamentadora específica. A demanda, que partiu da Federação Nacional dos Engenheiros, foi aprovada pela CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente) da SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho) que solicitou a criação de um Grupo de Estudos Interno do MTE para a elaboração de um texto base. O objetivo é produzir uma norma que contemple o trabalho em todos os setores econômicos, visto que a legislação vigente trata apenas do assunto em normas específicas como, por exemplo, a NR 18 e a 34 (Construção Civil e Naval, respectivamente).
Segundo Luiz Carlos Lumbreras Rocha, Auditor Fiscal do Trabalho que integra o grupo de estudos, há uma carência normativa dos procedimentos a serem adotados pelos profissionais que executam atividades em altura. "O procedimento em si não é tratado em nenhuma norma. As NRs que abordam o assunto o direcionam apenas para as medidas preventivas. Só que o uso do EPI, por exemplo, será uma perna desta normatização específica, pois precisamos ver a atividade de forma mais abrangente", avalia Lumbreras. A nova regulamentação irá englobar o planejamento, a organização, a execução e a definição da responsabilidade para todos os setores, além do treinamento que o trabalhador responsável pelo serviço deve receber de seus gestores.
Para a elaboração da NR, que deve ser levada à consulta pública até o final do primeiro semestre deste ano, o grupo deve adotar como base o texto da NR 34 que caracteriza o trabalho em altura. "A NR 34 utilizou esta lógica de especificar o procedimento e o planejamento da atividade de forma muito positiva. Então, devemos pegar este texto e dar uma pequena mexida nele. O importante é que não partiremos do zero, pois já temos o esqueleto da Norma", esclarece o auditor fiscal.
FONTE: Revista Proteção.
Segundo Luiz Carlos Lumbreras Rocha, Auditor Fiscal do Trabalho que integra o grupo de estudos, há uma carência normativa dos procedimentos a serem adotados pelos profissionais que executam atividades em altura. "O procedimento em si não é tratado em nenhuma norma. As NRs que abordam o assunto o direcionam apenas para as medidas preventivas. Só que o uso do EPI, por exemplo, será uma perna desta normatização específica, pois precisamos ver a atividade de forma mais abrangente", avalia Lumbreras. A nova regulamentação irá englobar o planejamento, a organização, a execução e a definição da responsabilidade para todos os setores, além do treinamento que o trabalhador responsável pelo serviço deve receber de seus gestores.
Para a elaboração da NR, que deve ser levada à consulta pública até o final do primeiro semestre deste ano, o grupo deve adotar como base o texto da NR 34 que caracteriza o trabalho em altura. "A NR 34 utilizou esta lógica de especificar o procedimento e o planejamento da atividade de forma muito positiva. Então, devemos pegar este texto e dar uma pequena mexida nele. O importante é que não partiremos do zero, pois já temos o esqueleto da Norma", esclarece o auditor fiscal.
FONTE: Revista Proteção.
Marcadores:
Nova NR
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Engenheiros de Segurança devem desenvolver novas habilidades
Foi-se o tempo em que para ser um bom engenheiro de Segurança do Trabalho era necessário somente conhecimento técnico e da legislação em saúde e segurança. Estes requisitos ainda são imprescindíveis, mas a profissão vem evoluindo desde que o cargo surgiu, por decreto lei, em 1944, incluindo a presença desses profissionais no quadro do então Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. As mudanças ocorridas no ambiente laboral ao longo dessas mais de seis décadas exigem do profissional da atualidade um perfil com conhecimento dos processos de trabalho, das legislações trabalhista, previdenciária e ambiental brasileira e estrangeira, e, principalmente com cultura de gestão.
"No dia a dia o engenheiro de segurança deve ser visto como um gestor da Segurança e Saúde Ocupacional, com ações que envolvam, além do gerenciamento, estudos estatísticos de segurança, administração de decisões de impacto corporativo, investimentos financeiros, gestão do SESMT e um olhar voltado para o comportamento humano", opina o engenheiro de Segurança do Trabalho, Luiz Carlos Roma Paumgartten. Para assumir as novas responsabilidades e enfrentar os desafios, a formação e a qualificação profissional aparecem como importantes aliadas dos especialistas. Nas próximas páginas Proteção abordará o surgimento e desenvolvimento da Engenharia de Segurança do Trabalho no Brasil, destacando a opinião de experientes especialistas sobre temas como perfil exigido pelo mercado, competências do engenheiro de segurança e, finalmente, tendências para o futuro da profissão.
Para entender como a profissão de engenheiro de Segurança do Trabalho surgiu é preciso reportar-se a 1944, um ano após a promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nessa época, a instituição da CLT fez com que as atividades do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, como era chamado, aumentassem. Demandas relativas à promoção e execução da proteção ao trabalho e organização social ganharam corpo no órgão, fazendo com que o mesmo criasse o cargo de engenheiro de Segurança do Trabalho em seu quadro único, uma vez que até então não dispunha de profissionais especializados para atuar nessas questões.
Na década de 1960, quando o Brasil ficou tristemente conhecido como campeão dos acidentes de trabalho, devido aos números ascendentes impulsionados pelo desenvolvimento econômico desenfreado, surge um projeto de lei (nº 21, de 1965), proposto pelo senador fluminense Vasconcelos Torres, dispondo sobre a profissão de agente de segurança industrial. "Tínhamos nessa década o que considero a primeira geração de profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho. Eram praticamente autodidatas, com experiência prática vivida com acidentes graves e fatais", recorda o engenheiro de Segurança do Trabalho e presidente da Organização Brasileira das Entidades de Segurança e Saúde no Trabalho e do Meio Ambiente (OBESST), Leonídio Ribeiro Filho.
"No dia a dia o engenheiro de segurança deve ser visto como um gestor da Segurança e Saúde Ocupacional, com ações que envolvam, além do gerenciamento, estudos estatísticos de segurança, administração de decisões de impacto corporativo, investimentos financeiros, gestão do SESMT e um olhar voltado para o comportamento humano", opina o engenheiro de Segurança do Trabalho, Luiz Carlos Roma Paumgartten. Para assumir as novas responsabilidades e enfrentar os desafios, a formação e a qualificação profissional aparecem como importantes aliadas dos especialistas. Nas próximas páginas Proteção abordará o surgimento e desenvolvimento da Engenharia de Segurança do Trabalho no Brasil, destacando a opinião de experientes especialistas sobre temas como perfil exigido pelo mercado, competências do engenheiro de segurança e, finalmente, tendências para o futuro da profissão.
Para entender como a profissão de engenheiro de Segurança do Trabalho surgiu é preciso reportar-se a 1944, um ano após a promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nessa época, a instituição da CLT fez com que as atividades do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, como era chamado, aumentassem. Demandas relativas à promoção e execução da proteção ao trabalho e organização social ganharam corpo no órgão, fazendo com que o mesmo criasse o cargo de engenheiro de Segurança do Trabalho em seu quadro único, uma vez que até então não dispunha de profissionais especializados para atuar nessas questões.
Na década de 1960, quando o Brasil ficou tristemente conhecido como campeão dos acidentes de trabalho, devido aos números ascendentes impulsionados pelo desenvolvimento econômico desenfreado, surge um projeto de lei (nº 21, de 1965), proposto pelo senador fluminense Vasconcelos Torres, dispondo sobre a profissão de agente de segurança industrial. "Tínhamos nessa década o que considero a primeira geração de profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho. Eram praticamente autodidatas, com experiência prática vivida com acidentes graves e fatais", recorda o engenheiro de Segurança do Trabalho e presidente da Organização Brasileira das Entidades de Segurança e Saúde no Trabalho e do Meio Ambiente (OBESST), Leonídio Ribeiro Filho.
VisibilidadeCom o objetivo de trocar experiências, alguns profissionais de Engenharia criaram o Grupo de Estudos de Higiene e Segurança do Trabalho (GEHST), que levantava como principal bandeira, a necessidade de profissionalização na área de Segurança e Saúde no Trabalho. No VIII Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, em 1969, o grupo chegou a propor um currículo básico de formação profissional.
O crescimento e a divulgação da profissão de engenheiro de Segurança do Trabalho começou a ganhar corpo com a edição da portaria nº 3.237, de 27 de julho de 1972, que criou o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), instituindo que o engenheiro de Segurança do Trabalho fosse um dos profissionais a compor este serviço obrigatório em determinadas empresas.
O crescimento e a divulgação da profissão de engenheiro de Segurança do Trabalho começou a ganhar corpo com a edição da portaria nº 3.237, de 27 de julho de 1972, que criou o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), instituindo que o engenheiro de Segurança do Trabalho fosse um dos profissionais a compor este serviço obrigatório em determinadas empresas.
FONTE: Revista Proteção.
Marcadores:
Geral
Ergonomia - iPad pode causar desastre ergonômico
São conhecidos os problemas que podem vir do uso incorreto ou excessivo de computadores, como tendinites nos pulsos e dores variadas nos ombros, no pescoço e nas costas.
Agora, os especialistas começam a notar que mesmo um dispositivo sem teclado e sem mouse, como o iPad, pode provocar lesões graves no usuário.
Um dos primeiros alertas desse tipo veio de Cyndi Davis, vice-presidente da empresa americana Ergonomic Edge, especializada em ergonomia. Cyndi aponta vários problemas que podem ser causados pelo uso prolongado do tablet. O primeiro é que ele tende a forçar o pescoço, e, por causa disso, dores podem aparecer. Isso já foi notado na prática por usuários, que apelidaram o problema de "iPad neck" (pescoço de iPad).
É bom lembrar que, no caso dos computadores de mesa, recomenda-se que o monitor fique à altura dos olhos. Isso não é possível ao digitar no teclado virtual do tablet apoiado sobre a mesa. Nessa situação, a pessoa tende a manter o olhar dirigido para baixo, e, o pescoço, inclinado para a frente, o que força a musculatura da nuca. Se isso durar apenas alguns minutos, não haverá problema. Mas, depois de horas nessa posição, o pescoço começa a doer.
Teclado e suporteCyndi elogia o fato de a Apple vender um teclado sem fio para o iPad e um suporte (o iPad 2 Dock) para mantê-lo em pé. Mas esse suporte não oferece uma maneira prática de se ajustar a altura da tela. "É um problema já conhecido dos laptops. A Apple perdeu a chance de resolvê-lo no iPad oferecendo um suporte com altura regulável", diz ela.
Analisando fotos e vídeos de pessoas usando o iPad, os especialistas da Ergonomic Edge identificaram outros problemas posturais. Se o usuário segura o iPad com a mão esquerda enquanto toca a tela com a direita (a posição normal quando se está em pé), a hiperextensão dos dedos por longos períodos pode provocar dores.
O simples ato de segurar o tablet já traz cansaço nos braços, mãos e ombros. O peso do iPad 2 - pouco mais de 600 gramas - é mais de quatro vezes o do iPhone. Se a posição for mantida estática por um longo período, o cansaço pode se transformar em lesão. "Até Steve Jobs vai precisar de uma massagem nos ombros depois de passar muito tempo com o iPad", diz a também especialista Sue Shekut, dona da empresa Working Well, de Chicago.
Síndrome do túnel carpal - Se a pessoa apoia o tablet sobre as coxas, os pulsos tendem a ficar flexionados para cima ao digitar nele. É uma posição que pode levar ao aparecimento da chamada síndrome do túnel carpal, lesão por esforço repetitivo que chega a ser incapacitante em casos graves. Isso também acontece com os notebooks. E, ao usar o tablet na cama, são as costas que tendem a sofrer mais.
Um último problema, apontado por Cyndi Davis, é a fadiga ocular. A telinha brilhante e com cores intensas do iPad é atraente. Mas uma tela fosca seria mais amigável aos olhos. Passar muitas horas lendo ou assistindo a filmes no tablet tende a trazer desconforto e, em casos extremos, dores nos olhos.
Com base nessas observações, os especialistas fazem quatro recomendações para quem possui um tablet:1. Não exagere nos textos. "Se você tem um iPad, não digite nele por longos períodos", resume Cindy Davis. Usar o suporte e o teclado sem fio da Apple ajuda a reduzir a tensão no pescoço, mas não a elimina totalmente.
2. Busque a posição mais natural e confortável possível, evitando, sempre que possível, manusear o aparelho com os pulsos flexionados demais.
3. Ao assistir a um filme ou ler no tablet, dirija o olhar a algum objeto distante ao menos uma vez a cada dez minutos, para aliviar a fadiga ocular.
4. Faça pausas no mínimo a cada hora. Vá dar uma voltinha antes de continuar usando o tablet.
O smartphone também fereSmartphones também já produziram sua própria lesão por esforço repetitivo, o chamado "Blackberry thumb" (polegar de Blackberry), que afeta as articulações do polegar. Essa síndrome tende a atingir pessoas que mandam dezenas de torpedos por dia, ou que escrevem o equivalente a isso com os polegares.
As articulações dos polegares ficam doloridas e, numa etapa posterior, a dor se espalha pelas mãos. O tratamento pode envolver fisioterapia, um tempo sem teclar no smartphone e, em casos extremos, cirurgia. Mas o melhor mesmo é prevenir, evitando exagerar no uso do aparelho.
FONTE: exame.com
Agora, os especialistas começam a notar que mesmo um dispositivo sem teclado e sem mouse, como o iPad, pode provocar lesões graves no usuário.
Um dos primeiros alertas desse tipo veio de Cyndi Davis, vice-presidente da empresa americana Ergonomic Edge, especializada em ergonomia. Cyndi aponta vários problemas que podem ser causados pelo uso prolongado do tablet. O primeiro é que ele tende a forçar o pescoço, e, por causa disso, dores podem aparecer. Isso já foi notado na prática por usuários, que apelidaram o problema de "iPad neck" (pescoço de iPad).
É bom lembrar que, no caso dos computadores de mesa, recomenda-se que o monitor fique à altura dos olhos. Isso não é possível ao digitar no teclado virtual do tablet apoiado sobre a mesa. Nessa situação, a pessoa tende a manter o olhar dirigido para baixo, e, o pescoço, inclinado para a frente, o que força a musculatura da nuca. Se isso durar apenas alguns minutos, não haverá problema. Mas, depois de horas nessa posição, o pescoço começa a doer.
Teclado e suporteCyndi elogia o fato de a Apple vender um teclado sem fio para o iPad e um suporte (o iPad 2 Dock) para mantê-lo em pé. Mas esse suporte não oferece uma maneira prática de se ajustar a altura da tela. "É um problema já conhecido dos laptops. A Apple perdeu a chance de resolvê-lo no iPad oferecendo um suporte com altura regulável", diz ela.
Analisando fotos e vídeos de pessoas usando o iPad, os especialistas da Ergonomic Edge identificaram outros problemas posturais. Se o usuário segura o iPad com a mão esquerda enquanto toca a tela com a direita (a posição normal quando se está em pé), a hiperextensão dos dedos por longos períodos pode provocar dores.
O simples ato de segurar o tablet já traz cansaço nos braços, mãos e ombros. O peso do iPad 2 - pouco mais de 600 gramas - é mais de quatro vezes o do iPhone. Se a posição for mantida estática por um longo período, o cansaço pode se transformar em lesão. "Até Steve Jobs vai precisar de uma massagem nos ombros depois de passar muito tempo com o iPad", diz a também especialista Sue Shekut, dona da empresa Working Well, de Chicago.
Síndrome do túnel carpal - Se a pessoa apoia o tablet sobre as coxas, os pulsos tendem a ficar flexionados para cima ao digitar nele. É uma posição que pode levar ao aparecimento da chamada síndrome do túnel carpal, lesão por esforço repetitivo que chega a ser incapacitante em casos graves. Isso também acontece com os notebooks. E, ao usar o tablet na cama, são as costas que tendem a sofrer mais.
Um último problema, apontado por Cyndi Davis, é a fadiga ocular. A telinha brilhante e com cores intensas do iPad é atraente. Mas uma tela fosca seria mais amigável aos olhos. Passar muitas horas lendo ou assistindo a filmes no tablet tende a trazer desconforto e, em casos extremos, dores nos olhos.
Com base nessas observações, os especialistas fazem quatro recomendações para quem possui um tablet:1. Não exagere nos textos. "Se você tem um iPad, não digite nele por longos períodos", resume Cindy Davis. Usar o suporte e o teclado sem fio da Apple ajuda a reduzir a tensão no pescoço, mas não a elimina totalmente.
2. Busque a posição mais natural e confortável possível, evitando, sempre que possível, manusear o aparelho com os pulsos flexionados demais.
3. Ao assistir a um filme ou ler no tablet, dirija o olhar a algum objeto distante ao menos uma vez a cada dez minutos, para aliviar a fadiga ocular.
4. Faça pausas no mínimo a cada hora. Vá dar uma voltinha antes de continuar usando o tablet.
O smartphone também fereSmartphones também já produziram sua própria lesão por esforço repetitivo, o chamado "Blackberry thumb" (polegar de Blackberry), que afeta as articulações do polegar. Essa síndrome tende a atingir pessoas que mandam dezenas de torpedos por dia, ou que escrevem o equivalente a isso com os polegares.
As articulações dos polegares ficam doloridas e, numa etapa posterior, a dor se espalha pelas mãos. O tratamento pode envolver fisioterapia, um tempo sem teclar no smartphone e, em casos extremos, cirurgia. Mas o melhor mesmo é prevenir, evitando exagerar no uso do aparelho.
FONTE: exame.com
Marcadores:
Ergonomia
SSO - O protetor não afasta o direito ao benefício por exposição ao ruído
No mesmo sentido, a Súmula 32 da Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU), firmou o seguinte entendimento para fins de conversão do tempo especial para o comum: "O tempo de trabalho laborado com exposição a ruído é considerado especial, para fins de conversão em comum, nos seguintes níveis: superior a 80 decibéis, na vigência do Decreto 53.831/64; superior a 90 decibéis, a partir de 5 de março de 1997, na vigência do Decreto 2.172/97; superior a 85 decibéis, a partir da edição do Decreto 4.882, de 18 de novembro de 2003".
Como os limites variam ao longo do tempo, é necessário analisar a exposição ao ruído durante cada período trabalhado, para que se possa determinar se a atividade exercida deve ser considerada como especial para efeito de concessão de aposentadoria.
UniformizaçãoPor muito tempo, os limites de exposição ao ruído regulamentados pela Previdência conflitaram com o limite de 85 dB(A) estabelecido em 1978 pela Norma Regulamentadora nº 15, que dispõe sobre atividades e operações insalubres. Somente em 18 de março de 2003, esses limites foram uniformizados. Em 18 de novembro do mesmo ano, o Decreto 4.882 avançou em relação à aludida NR 15 ao estabelecer o NEN (Nível de Exposição Normalizado) para fins de avaliação ocupacional do ruído, visando à possível caracterização do direito ao beneficio da aposentadoria especial.
O NEN é definido na NHO-01 (Norma de Higiene Ocupacional Procedimento Técnico - Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído) da Fundacentro. Para o fator de duplicação da dose igual a 5, confira no Quadro 2, Nível de Exposição Normalizado.
FONTE: Revista Proteção.
Marcadores:
Medicina ocupacional
segunda-feira, 28 de março de 2011
Caminhoneiros encontram facilidade para comprar drogas
Você não sabe, mas o caminhoneiro que viaja na estrada ao seu lado cheirou cocaína e comprou droga no cartão de crédito. A Polícia Rodoviária Federal não fiscalizou nada. Quando "fiscaliza", finge e pede dinheiro. É denúncia. O Fantástico mostrou no dia 27 de maço com exclusividade. A reportagem derrubou o coordenador nacional da Polícia Rodoviária Federal.
Todas as autoridades se mostraram indignadas depois que as imagens foram ao ar. O coordenador nacional de operações da Polícia Rodoviária Federal foi exonerado. O repórter Maurício Ferraz mostra em detalhes esse escândalo nas rodovias brasileiras, começando com uma denúncia chocante: drogas vendidas abertamente em postos de combustível e pagas com cartão de crédito.
É uma viagem de dez mil quilômetros em uma boleia de caminhão. Passamos por 11 estados. Geralmente quem nos oferece drogas são os funcionários dos postos de combustíveis. Em um deles, na BR-101, em Itajaí (SC), o frentista oferece cocaína ao nosso produtor logo que paramos para abastecer
O frentista diz que, depois do serviço, vai se encontrar com traficantes e que três caminhoneiros já encomendaram a droga. Nosso produtor simula interesse. O frentista ficou de trazer a cocaína para outro posto. Nós não compramos a droga. A gente só quer saber se ele vai cumprir com o combinado. À meia-noite, o frentista aparece, como havia prometido. Ele não encontra nosso produtor e vai embora.
Em Itajaí, fica um dos maiores portos do país, o que explica a grande quantidade de caminhoneiros na região. Fomos a outro posto de combustível, ainda na BR-101. A informação é que os frentistas oferecem cocaína para os caminhoneiros. Nós fizemos um teste para ver se realmente essa informação é verdadeira.
Nosso caminhão encosta próximo a uma bomba de combustível, como se fosse abastecer, e mais uma vez um frentista oferece cocaína sem nenhum receio. Quando já íamos embora, uma surpresa: o frentista diz que a droga pode ser paga com cartão de crédito. No outro dia bem cedo, voltamos ao posto e encontramos o mesmo frentista. Segundo ele, a venda de cocaína acontece durante 24 horas.
Em Uruguaiana, cidade gaúcha, fica o maior porto seco da América Latina. No imenso terminal de cargas, há caminhoneiros de todo o Brasil. Por lá também há muita droga. Durante os 20 dias que passamos na estrada, encontramos venda de drogas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Alagoas.
Além da cocaína, flagramos também muita venda de crack. "Há muito tempo era maconha. Do ano passado para cá, nós detectamos que a primeira droga a ser utilizada é justamente a cocaína", afirma o toxicologista Anthony Wong.
Em um posto, a venda de drogas é feita ao lado de várias crianças. Na BR-116, em Cajati (SP), caminhoneiros também conseguem comprar crack bem ao lado de uma delegacia.
"É a lei da sobrevivência. Os horários e as premiações fornecidas pelas empresas que contratam os caminhoneiros estão obrigando eles a recorrer a esses entorpecentes para poder cumprir esses compromissos", alega Diumar Bueno, presidente da Federação Nacional dos Caminhoneiros Autônomos.
Na viagem, pegamos carona com o caminhoneiro Nilton Clemente Mina. Há 28 anos na estrada, ele diz que nunca precisou usar drogas e também não se envolveu em nenhum tipo de acidente.
"Não adianta botar muita pressão demais e aí depois não aguenta. Aí acontecem os acidentes. Tem que ter o repouso também, não é só dirigir. Tem que ter a horinha de repouso. De 100 ou 200 quilômetros, dá uma paradinha para dar uma relaxada e depois continua de novo. A noite é para dormir, como diz o outro", comentou o caminhoneiro Nilton Clemente Mina.
FONTE: Reprodução/TV Globo.
Todas as autoridades se mostraram indignadas depois que as imagens foram ao ar. O coordenador nacional de operações da Polícia Rodoviária Federal foi exonerado. O repórter Maurício Ferraz mostra em detalhes esse escândalo nas rodovias brasileiras, começando com uma denúncia chocante: drogas vendidas abertamente em postos de combustível e pagas com cartão de crédito.
É uma viagem de dez mil quilômetros em uma boleia de caminhão. Passamos por 11 estados. Geralmente quem nos oferece drogas são os funcionários dos postos de combustíveis. Em um deles, na BR-101, em Itajaí (SC), o frentista oferece cocaína ao nosso produtor logo que paramos para abastecer
O frentista diz que, depois do serviço, vai se encontrar com traficantes e que três caminhoneiros já encomendaram a droga. Nosso produtor simula interesse. O frentista ficou de trazer a cocaína para outro posto. Nós não compramos a droga. A gente só quer saber se ele vai cumprir com o combinado. À meia-noite, o frentista aparece, como havia prometido. Ele não encontra nosso produtor e vai embora.
Em Itajaí, fica um dos maiores portos do país, o que explica a grande quantidade de caminhoneiros na região. Fomos a outro posto de combustível, ainda na BR-101. A informação é que os frentistas oferecem cocaína para os caminhoneiros. Nós fizemos um teste para ver se realmente essa informação é verdadeira.
Nosso caminhão encosta próximo a uma bomba de combustível, como se fosse abastecer, e mais uma vez um frentista oferece cocaína sem nenhum receio. Quando já íamos embora, uma surpresa: o frentista diz que a droga pode ser paga com cartão de crédito. No outro dia bem cedo, voltamos ao posto e encontramos o mesmo frentista. Segundo ele, a venda de cocaína acontece durante 24 horas.
Em Uruguaiana, cidade gaúcha, fica o maior porto seco da América Latina. No imenso terminal de cargas, há caminhoneiros de todo o Brasil. Por lá também há muita droga. Durante os 20 dias que passamos na estrada, encontramos venda de drogas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Alagoas.
Além da cocaína, flagramos também muita venda de crack. "Há muito tempo era maconha. Do ano passado para cá, nós detectamos que a primeira droga a ser utilizada é justamente a cocaína", afirma o toxicologista Anthony Wong.
Em um posto, a venda de drogas é feita ao lado de várias crianças. Na BR-116, em Cajati (SP), caminhoneiros também conseguem comprar crack bem ao lado de uma delegacia.
"É a lei da sobrevivência. Os horários e as premiações fornecidas pelas empresas que contratam os caminhoneiros estão obrigando eles a recorrer a esses entorpecentes para poder cumprir esses compromissos", alega Diumar Bueno, presidente da Federação Nacional dos Caminhoneiros Autônomos.
Na viagem, pegamos carona com o caminhoneiro Nilton Clemente Mina. Há 28 anos na estrada, ele diz que nunca precisou usar drogas e também não se envolveu em nenhum tipo de acidente.
"Não adianta botar muita pressão demais e aí depois não aguenta. Aí acontecem os acidentes. Tem que ter o repouso também, não é só dirigir. Tem que ter a horinha de repouso. De 100 ou 200 quilômetros, dá uma paradinha para dar uma relaxada e depois continua de novo. A noite é para dormir, como diz o outro", comentou o caminhoneiro Nilton Clemente Mina.
FONTE: Reprodução/TV Globo.
Marcadores:
Segurança em transporte
quinta-feira, 24 de março de 2011
Pneumologista faz alerta sobre exposição ao pó de sílica
Brasília/DF - O médico pneumologista Eduardo Algranti apresentou na I Bienal de Segurança e Saúde no Trabalho, em Brasília, os resultados e desafios do Programa Nacional de Eliminação da Silicose (PNES). As metas do programa são a longo prazo e muito ainda precisa ser feito para alcançá-las, na avaliação do especialista que chefia o serviço de medicina da Fundacentro, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Entre os avanços, Eduardo Algranti destacou a proibição de uso de areia no processo de jateamento abrasivo, em 2005, a edição de manuais de orientação sobre os problemas causados pelo pó de sílica nos setores de marmoarias e cerâmicas de revestimento e treinamento de mais de 350 médicos na leitura radiológica da silicose.
Uma das dificuldades é a aplicação das normas que regulamentam o setor. Em 2008, o MTE baixou portaria proibindo o acabamento a seco de rochas ornamentais.
A ocorrência da doença é de notificação compulsória ao Ministério da Saúde desde 2004, mas, segundo o especialista da Fundacentro, o número de notificações "é considerado pequeno". O motivo seria que parte dos profissionais de saúde desconhecem a obrigatoriedade da notificação, e o sistema de notificação é restrito aos serviços públicos municipais muitas vezes de difícil acesso.
De acordo com o "Mapa de Exposição a Sílica no Brasil", de 2010, mais de seis milhões de trabalhadores estão expostos continuamente à poeira da sílica. O diagnóstico do Ministério da Saúde, apresentado no Mapa, indica não ser possível fazer uma estimativa exata de quantos trabalhadores desenvolveram a silicose no Brasil. "Mas sabe-se que é a principal causa de invalidez entre as doenças respiratórias ocupacionais", destaca o Mapa.
A silicose é provocada por partículas de sílica aspirada pelo trabalhador e depositada nos pulmões. Os principais sintomas são: falta de ar ao fazer esforço, emagrecimento e tosse. É uma doença silenciosa e que demora em média 20 anos para surgir e não tem cura.
As atividades nas quais os trabalhadores são mais expostos são: mineração de subsolo, beneficiamento e transformação de minerais, cerâmicas e vidros, metalurgia e indústria da construção. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais/2009), do MTE, cerca de 100 mil pessoas trabalham na mineração.
Na avaliação de Eduardo Algranti, o número pode ser bem maior, tendo em vista que o setor tem terceirizado a mão de obra nos últimos anos e os números não chegam a ser computados pela Rais. Além disso, o último censo de garimpeiros no país é da década de 90.
Na área de cerâmica, ele chamou a atenção para o manuseio de louças sanitárias e da cerâmica artesanal. Na indústria da construção, as áreas de mais risco são as de construção de estradas, escavação de túneis, polimento de fachadas e beneficiamento de rochas ornamentais.
A I Bienal de Segurança e Saúde no Trabalho ocorre em Brasília/DF e vai até o dia 25 de março.
FONTE: Blog do Trabalho.
Entre os avanços, Eduardo Algranti destacou a proibição de uso de areia no processo de jateamento abrasivo, em 2005, a edição de manuais de orientação sobre os problemas causados pelo pó de sílica nos setores de marmoarias e cerâmicas de revestimento e treinamento de mais de 350 médicos na leitura radiológica da silicose.
Uma das dificuldades é a aplicação das normas que regulamentam o setor. Em 2008, o MTE baixou portaria proibindo o acabamento a seco de rochas ornamentais.
A ocorrência da doença é de notificação compulsória ao Ministério da Saúde desde 2004, mas, segundo o especialista da Fundacentro, o número de notificações "é considerado pequeno". O motivo seria que parte dos profissionais de saúde desconhecem a obrigatoriedade da notificação, e o sistema de notificação é restrito aos serviços públicos municipais muitas vezes de difícil acesso.
De acordo com o "Mapa de Exposição a Sílica no Brasil", de 2010, mais de seis milhões de trabalhadores estão expostos continuamente à poeira da sílica. O diagnóstico do Ministério da Saúde, apresentado no Mapa, indica não ser possível fazer uma estimativa exata de quantos trabalhadores desenvolveram a silicose no Brasil. "Mas sabe-se que é a principal causa de invalidez entre as doenças respiratórias ocupacionais", destaca o Mapa.
A silicose é provocada por partículas de sílica aspirada pelo trabalhador e depositada nos pulmões. Os principais sintomas são: falta de ar ao fazer esforço, emagrecimento e tosse. É uma doença silenciosa e que demora em média 20 anos para surgir e não tem cura.
As atividades nas quais os trabalhadores são mais expostos são: mineração de subsolo, beneficiamento e transformação de minerais, cerâmicas e vidros, metalurgia e indústria da construção. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais/2009), do MTE, cerca de 100 mil pessoas trabalham na mineração.
Na avaliação de Eduardo Algranti, o número pode ser bem maior, tendo em vista que o setor tem terceirizado a mão de obra nos últimos anos e os números não chegam a ser computados pela Rais. Além disso, o último censo de garimpeiros no país é da década de 90.
Na área de cerâmica, ele chamou a atenção para o manuseio de louças sanitárias e da cerâmica artesanal. Na indústria da construção, as áreas de mais risco são as de construção de estradas, escavação de túneis, polimento de fachadas e beneficiamento de rochas ornamentais.
A I Bienal de Segurança e Saúde no Trabalho ocorre em Brasília/DF e vai até o dia 25 de março.
FONTE: Blog do Trabalho.
Marcadores:
Medicina ocupacional
quarta-feira, 23 de março de 2011
Instalação de ar condicionado exige cuidados
A instalação de aparelhos de ar condicionado é deixada, muitas vezes, a serviço do técnico que ofereceu o orçamento mais barato ou até, realizado pelo próprio dono do equipamento. Os consumidores frequentemente não se preocupam com os perigos que existem durante a instalação, ou mesmo depois se for o caso de um serviço mal feito.
Para um trabalho seguro quem irá prestar o serviço deve ter conhecimento técnico e experiência prática. Conforme o engenheiro de segurança do trabalho, Pedro João Squeff Neto, é preciso uma Análise Preliminar do Risco (APR).
" Um profissional com experiência e conhecimento se previne contra choques, analisa se o trabalho será feito em altura igual ou superior a 2 metros ou no térreo, percebe os riscos de queda de ferramentas ou do aparelho, se é em local confinado, se há probabilidade de haver presença de gases ( amônia, gás sulfídrico, pouca ausência da oxigênio, etc). Em resumo, segue todas as normas regulamentadoras de segurança do trabalho", explica Pedro.
Os equipamentos de segurança básicos são divididos conforme a necessidade da instalação. No térreo são necessários óculos de segurança, calçado com isolamento de eletricidade, luvas para isolamento de borracha especial e ferramentas que tenham blindagem contra choques. Em geral nos trabalhos a partir 2 metros de altura são obrigatórios, além dos itens acima, cinto com trava de segurança ancorado em uma linha de vida ou em local próprio tipo olhal, capacete com presilha na jugular, escada com isolamento para eletricidade. No caso de grandes alturas são utilizados ainda andaimes especiais.
Os cuidados não devem ser tomados somente na instalação de aparelhos. Neste verão, um homem caiu da janela em Capão da Canoa enquanto instalava uma proteção de ar condicionado no próprio apartamento no quarto andar de um edifício. Por isso, valem as mesmas recomendações para instalações dos protetores externos.
"A vida e a saúde não tem preço, e as empresas devem ter consciência que o maior patrimônio são os seus bons empregados, que geram receita pela sua participação direto operacional", acrescenta Pedro João Squeff Neto.
FONTE: Segs.
Para um trabalho seguro quem irá prestar o serviço deve ter conhecimento técnico e experiência prática. Conforme o engenheiro de segurança do trabalho, Pedro João Squeff Neto, é preciso uma Análise Preliminar do Risco (APR).
" Um profissional com experiência e conhecimento se previne contra choques, analisa se o trabalho será feito em altura igual ou superior a 2 metros ou no térreo, percebe os riscos de queda de ferramentas ou do aparelho, se é em local confinado, se há probabilidade de haver presença de gases ( amônia, gás sulfídrico, pouca ausência da oxigênio, etc). Em resumo, segue todas as normas regulamentadoras de segurança do trabalho", explica Pedro.
Os equipamentos de segurança básicos são divididos conforme a necessidade da instalação. No térreo são necessários óculos de segurança, calçado com isolamento de eletricidade, luvas para isolamento de borracha especial e ferramentas que tenham blindagem contra choques. Em geral nos trabalhos a partir 2 metros de altura são obrigatórios, além dos itens acima, cinto com trava de segurança ancorado em uma linha de vida ou em local próprio tipo olhal, capacete com presilha na jugular, escada com isolamento para eletricidade. No caso de grandes alturas são utilizados ainda andaimes especiais.
Os cuidados não devem ser tomados somente na instalação de aparelhos. Neste verão, um homem caiu da janela em Capão da Canoa enquanto instalava uma proteção de ar condicionado no próprio apartamento no quarto andar de um edifício. Por isso, valem as mesmas recomendações para instalações dos protetores externos.
"A vida e a saúde não tem preço, e as empresas devem ter consciência que o maior patrimônio são os seus bons empregados, que geram receita pela sua participação direto operacional", acrescenta Pedro João Squeff Neto.
FONTE: Segs.
Marcadores:
Geral
terça-feira, 22 de março de 2011
As mudanças nas NRs 15, 18 e 22
Fonte: Revista Proteção
O final de janeiro contou com alterações em três normas regulamentadoras. A Portaria 201 trouxe mudanças para a NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), com a inclusão de especificações sobre andaimes. Já a Portaria 202 modificou a NR 22 (Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração), com orientações sobre transportadores contínuos. A Portaria 203, por sua vez, alterou o Anexo 13-A, sobre benzeno, da NR 15 (Atividades e Operações Insalubres). As três temáticas - Construção, Mineração e Benzeno - possuem comitês tripartites para discuti-las.
No caso da NR 18, a revisão sobre andaimes começou no CPR/SP, depois foi encaminhada ao CPN e discutida pelos CPRs de outros estados. "Este trabalho tem mais de três anos e visa aperfeiçoar os equipamentos e melhorar os cuidados no uso de andaimes tubulares fixos e móveis e os andaimes suspensos", explica o auditor fiscal da SRTE/SP, Antonio Pereira, que é membro do CPR/SP e do CPN.
Pereira enfatiza que agora os andaimes completos ou seus componentes estruturais só podem ser fabricados por empresas regularmente inscritas no CREA, com profissional legalmente habilitado. O objetivo "é eliminar do mercado empresas sem estrutura para projetá-los e montá-los".
Outro destaque, é o piso metálico nos andaimes tubulares e suspensos para corrigir a "cultura" do piso de madeira, que não é antiderrapante e muitas vezes se reutiliza. Também haverá eliminação gradativa do sistema de catraca nos andaimes suspensos mecânicos pesados, porque causam desgaste ao trabalhador. Os andaimes, nesse caso, utilizarão sistemas de manivela ou motorizados.
O final de janeiro contou com alterações em três normas regulamentadoras. A Portaria 201 trouxe mudanças para a NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), com a inclusão de especificações sobre andaimes. Já a Portaria 202 modificou a NR 22 (Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração), com orientações sobre transportadores contínuos. A Portaria 203, por sua vez, alterou o Anexo 13-A, sobre benzeno, da NR 15 (Atividades e Operações Insalubres). As três temáticas - Construção, Mineração e Benzeno - possuem comitês tripartites para discuti-las.
No caso da NR 18, a revisão sobre andaimes começou no CPR/SP, depois foi encaminhada ao CPN e discutida pelos CPRs de outros estados. "Este trabalho tem mais de três anos e visa aperfeiçoar os equipamentos e melhorar os cuidados no uso de andaimes tubulares fixos e móveis e os andaimes suspensos", explica o auditor fiscal da SRTE/SP, Antonio Pereira, que é membro do CPR/SP e do CPN.
Pereira enfatiza que agora os andaimes completos ou seus componentes estruturais só podem ser fabricados por empresas regularmente inscritas no CREA, com profissional legalmente habilitado. O objetivo "é eliminar do mercado empresas sem estrutura para projetá-los e montá-los".
Outro destaque, é o piso metálico nos andaimes tubulares e suspensos para corrigir a "cultura" do piso de madeira, que não é antiderrapante e muitas vezes se reutiliza. Também haverá eliminação gradativa do sistema de catraca nos andaimes suspensos mecânicos pesados, porque causam desgaste ao trabalhador. Os andaimes, nesse caso, utilizarão sistemas de manivela ou motorizados.
Marcadores:
Alterações NR's
As dez doenças que mais afastam as pessoas do trabalho
Levantamento inédito feito pelo iG Saúde mostra o ranking das dez doenças que mais afastaram os trabalhadores do serviço em 2010 e resultaram em 571.042 licenças trabalhistas, uma média de 65 por hora.
A lista foi produzida pela reportagem com base nos registros oficiais previdenciários, compilados pelo Ministério da Previdência Social e são referentes às licenças trabalhistas que tiveram duração superior a 15 dias. Para os especialistas, os dados sobre os problemas de saúde que mais resultaram em ocorrências têm uma dupla relação de causa e efeito.
Da mesma forma que dor nas costas, joelhos machucados, hérnia inguinal, depressão, mioma uterino, varizes, doença isquêmica do coração, hemorragia no início da gravidez, câncer de mama e bexiga caída são líderes - nesta ordem - em fazer com que as pessoas fiquem afastadas de seus cargos, estes problemas também podem ser reflexo das más condições do ambiente de trabalho.
As 10 mais:
1- As dores nas costas, resultantes da má postura, obesidade e componente genético, é o problema de saúde que mais afastou pessoas. Foram 159.792 benefícios em 2010.
2- Os joelhos, afetados dentro e fora do ambiente profissional, ocuparam o 2º lugar no ranking de afastamentos, com 107.666 benefícios concedidos pela Previdência em 2010.
3- No 3º lugar do ranking estão as hérnias inguinais. Este problema não tem relação direta com a saúde ocupacional, mas o impacto é trabalhista. Foram 79.962 afastamentos.
4- Os transtornos de humor são crescentes no grupo de doenças ligadas ao trabalho. A depressão é o principal deles, ocupou o 4º lugar no ranking com 55.871 afastamentos.
5- O mioma uterino, doença feminina que não pode ser considerada consequência trabalhista, também mostrou impacto profissional. Ficou em 5º lugar, com 46.379 afastamentos.
6- Já as varizes ficaram em 6º lugar com 43.439 afastamentos e podem ser relacionadas diretamente à profissão, já que são agravadas quando a pessoa passa muito tempo sentada.
7- As doenças isquêmicas do coração, mistura de componente genético, hábitos de vida e também estresse, ficaram em 7º lugar nos afastamentos, com 27.218 registros.
8- Também pontuaram no ranking do afastamento as hemorragias no início da gravidez, com 25.232 registros, acima inclusive dos próprios afastamentos por motivo de parto.
9- O câncer de mama também apareceu no ranking, na 9ª posição, com 13.363 afastamentos.
10- O 10º lugar foi ocupado pela popular "bexiga caída", que rendeu 12.120 afastamentos em 2010, doença que é caracterizada, em especial, pelo escape da urina.
FONTE: iG.
A lista foi produzida pela reportagem com base nos registros oficiais previdenciários, compilados pelo Ministério da Previdência Social e são referentes às licenças trabalhistas que tiveram duração superior a 15 dias. Para os especialistas, os dados sobre os problemas de saúde que mais resultaram em ocorrências têm uma dupla relação de causa e efeito.
Da mesma forma que dor nas costas, joelhos machucados, hérnia inguinal, depressão, mioma uterino, varizes, doença isquêmica do coração, hemorragia no início da gravidez, câncer de mama e bexiga caída são líderes - nesta ordem - em fazer com que as pessoas fiquem afastadas de seus cargos, estes problemas também podem ser reflexo das más condições do ambiente de trabalho.
As 10 mais:
1- As dores nas costas, resultantes da má postura, obesidade e componente genético, é o problema de saúde que mais afastou pessoas. Foram 159.792 benefícios em 2010.
2- Os joelhos, afetados dentro e fora do ambiente profissional, ocuparam o 2º lugar no ranking de afastamentos, com 107.666 benefícios concedidos pela Previdência em 2010.
3- No 3º lugar do ranking estão as hérnias inguinais. Este problema não tem relação direta com a saúde ocupacional, mas o impacto é trabalhista. Foram 79.962 afastamentos.
4- Os transtornos de humor são crescentes no grupo de doenças ligadas ao trabalho. A depressão é o principal deles, ocupou o 4º lugar no ranking com 55.871 afastamentos.
5- O mioma uterino, doença feminina que não pode ser considerada consequência trabalhista, também mostrou impacto profissional. Ficou em 5º lugar, com 46.379 afastamentos.
6- Já as varizes ficaram em 6º lugar com 43.439 afastamentos e podem ser relacionadas diretamente à profissão, já que são agravadas quando a pessoa passa muito tempo sentada.
7- As doenças isquêmicas do coração, mistura de componente genético, hábitos de vida e também estresse, ficaram em 7º lugar nos afastamentos, com 27.218 registros.
8- Também pontuaram no ranking do afastamento as hemorragias no início da gravidez, com 25.232 registros, acima inclusive dos próprios afastamentos por motivo de parto.
9- O câncer de mama também apareceu no ranking, na 9ª posição, com 13.363 afastamentos.
10- O 10º lugar foi ocupado pela popular "bexiga caída", que rendeu 12.120 afastamentos em 2010, doença que é caracterizada, em especial, pelo escape da urina.
FONTE: iG.
Marcadores:
Doenças ocupacionais.
Assinar:
Postagens (Atom)




